Caderno de Autoria - SESC


Dois livros que lancei coletivamente pela Editora SESC, da coleção Caderno de Autoria, surgido de duas Oficina de Escritores nos anos de 2008 e 2009.



Só mais uma coisa: Dos encontros com o organizador Manoel Ricardo de Lima, colaboramos com esse livro que trata de nossas experiências conjuntas. Ao lado dos escritores Angélica Miranda, Suzana Mafra, Fábio Pioczkoski, Maurício dos Santos, Méroli Habitzreuter, Miriam Prado e Maria de Lourdes Schmitz, publiquei o capítulo "Marvadas" com três contos: "suco gummy (vodka com tang)", "god! how i miss you" e "só a bailarina que não tem".

De veritate: Carlos Henrique Schroeder, em 2009, nos fez viajar pelo universo dos contos, dos micro aos macro, elaborando um livro de 26 deles. Participei ao lado de Ângela Rataeski Moraes, Fernanda Albrecht, Jonas Otávio Bilda, Luciana Vaz, Angélica Miranda, Maurício dos Santos, Méroli Habitzreuter, Ricardo Santiago Joaquim, Roselara Zimmer Soares, Sílvia Teske, Suzana Mafra e Wania Bittencourt com os contos: "relato com pompons" e "neide".

Abaixo, fragmentos dos textos:

"suco gummy (vodka com tang)"

absento-me na cadeira. tudo gira, gira-giras, tu não giras. ficas parada na minha frente. não cortes meu barato, mulher! e ela ali parada. ameaço para trás, ameaço para frente. digo oi ao meu almoço assim que ele, sapeca como ele só, pula do meu estômago para o sapato da mulher ali parada. prada. absinto muito. não controlo meus impulsos de amor.

"god! how i miss you"

depois ele me chamava de cheiro. era cheiro isso, cheiro aquilo, cheiro pra cá, cheiro pra lá. até que nosso casamento virou uma merda e eu não agüentei mais o cheiro.

"só a bailarina que não tem"

a bailarina cagou. borrou-se por debaixo do colant. suas coxas torneadas molhadas pela pasta em tons de terra. a vergonha lhe escorria entre as pernas enquanto ela executava milimetricamente mais um espacate.

"relato com pompons"

menos ele. o coração ainda insiste em achar-se superior e fazer coisas que não bombear sangue. o músculo com síndrome de superioridade, chatinho, ordena incessantemente: fica, fica, fica...

"neide"

Daí eu pensei em vender Natura, mas pra isso eu precisava comprar aquele estojinho, sabe?